Principais conclusões:
- O CEO da Revolut, Nik Storonsky, põe fim aos rumores do mercado, adiando a oferta pública inicial do banco para 2028 para construir confiança pública.
- Contornando uma oferta pública inicial em 2026, a Revolut poderá utilizar vendas de ações privadas para elevar a sua avaliação de 75 mil milhões de dólares para 100 mil milhões de dólares.
- Em expansão global, Paroma Chatterjee planeia o lançamento da Revolut na Índia no segundo trimestre de 2026 para atingir 20 milhões de utilizadores até 2030.
A Revolut, com sede no Reino Unido, pondera tornar-se pública em dois anos
Os neobancos, bancos digitais que oferecem um conjunto alargado de opções aos seus clientes, tornaram-se um sector em crescimento na indústria fintech.
A Revolut, um neobanco com sede no Reino Unido que angariou mais de 70 milhões de clientes, está a ponderar as suas opções para se tornar pública. Numa entrevista, o cofundador e CEO da Revolut, Nik Storonsky, declarou que pretende tornar a empresa pública, mas que o neobanco teria de aguardar pelo menos até 2028 para que isto aconteça.
"Daqui a dois anos," declarou quando questionado sobre o calendário para uma potencial oferta pública inicial, salientando a relevância de se tornar pública para angariar mais confiança como banco e continuar a expandir-se. "Somos um banco e, para um banco, é extremamente importante ter confiança. As empresas públicas são mais confiáveis em comparação com as empresas privadas."
Os rumores indicavam que o banco poderia apresentar uma oferta pública inicial já este ano ou permanecer privado, mas as declarações de Storonsky puseram fim a estas especulações. No entanto, o banco continuará a angariar fundos através de vendas de ações, como faz todos os anos.
A última destas transações atribuiu uma avaliação de 75 mil milhões de dólares à empresa, e os relatórios indicam que uma nova transação elevaria este número para pelo menos 100 mil milhões de dólares.
A Revolut tem dado uma ênfase especial à expansão, tendo solicitado recentemente uma licença bancária nos EUA, um processo que poderá demorar até um ano. A América Latina também tem sido um dos alvos da empresa, tendo lançado oficialmente operações no Brasil em 2023, recebido recentemente uma licença bancária no México e solicitado uma no Peru.
Mas talvez o maior mercado em preparação para a empresa seja a Índia, onde foi lançada silenciosamente numa versão beta e começou a disponibilizar os seus serviços para 450.000 pessoas na lista de espera.
De acordo com o investidor Max Karpis, a CEO da Índia, Paroma Chatterjee, declarou que a empresa está preparada para um lançamento completo no segundo trimestre de 2026, planeando atrair 20 milhões de clientes na Índia até 2030.
Fonte: https://news.bitcoin.com/revolut-weighs-future-ipo-flexes-indias-beta-launch/








