O DEPUTADO DE LEYTE Ferdinand Martin G. Romualdez negou na terça-feira as alegações que o ligam ao escândalo de controlo de cheias avaliado em vários mil milhões de pesos, afirmando não existir evidência clara que sustente as acusações de saque.
Numa declaração em vídeo publicada na sua página oficial do Facebook, o Sr. Romualdez disse que inicialmente permaneceu em silêncio por respeito à diligência prévia, mas decidiu falar após o seu silêncio ter sido explorado para alimentar aquilo que designou de narrativa "falsa".
"Durante muito tempo, optei por ficar em silêncio… mas chega um momento em que o silêncio deixa de ser prudência", disse o Sr. Romualdez, referindo a sua disposição para tornar públicos o seu depoimento sob juramento e os documentos, de forma a garantir transparência.
"Não me escondi. Não fugi. Não evitei o escrutínio", afirmou, acrescentando ter cooperado plenamente com os investigadores.
Rejeitou também as alegações de que seria o mentor do suposto esquema, argumentando que o processo do orçamento nacional não pode ser manipulado por uma única pessoa, uma vez que envolve múltiplos ramos do governo.
Salientou que a implementação, fase em que a corrupção poderia ocorrer, é gerida pelos departamentos do Executivo e não pelo Congresso.
O Sr. Romualdez disse ainda que não faz parte das deliberações orçamentais ao nível da comissão bicameral.
Dirigiu-se também ao Gabinete do Provedor de Justiça, instando-o a seguir o Estado de direito e a diligência prévia.
"Se o vosso gabinete acredita verdadeiramente na justiça, então sigam as declarações sob juramento, sigam os registos e sigam as provas até ao fim. Não parem onde for politicamente conveniente. Não se contentem com a manchete mais fácil. Não confundam pressão pública com dever de acusação", disse o Sr. Romualdez.
Advertiu ainda que não permitirá ser usado como bode expiatório e que está preparado para defender o seu nome publicamente.
A administração Marcos tem enfrentado uma crescente indignação pública desde que legisladores, funcionários das Obras Públicas e empreiteiros privados foram acusados de desviar mil milhões de pesos de fundos destinados a infraestruturas de controlo de cheias a partir de 2022. — Pexcel John Bacon


